Um passeio por África

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Chocas

As chocas é uma praia perto da Ilha de Moçambique. A areia limpa e a água transparente são sem dúvida as suas melhores características. Foi neste maravilhoso paraíso que alugámos uma casa para passar 2 dias. O Harry Potter tratou de encontrar o melhor negócio e revelou também novas potencialidades que desconhecíamos até então: é um excelente cozinheiro.
Antes de seguirmos para as chocas, comprámos na rua 2 lagostas que perfaziam 6.8 kgs, por 500 meticais, bom, 500 meticais é muito pouco para 2 lagostas daquelas… acreditem! 15 Euros.
À compra das 2 lagostas juntaram-se duas excelentes novidades: o harry Potter é um excelente cozinheiro e o Hamish não gosta de marisco. Escusado será dizer que o jantar nesse dia foi divinal, além das lagostas cozinhadas na perfeição, o Genito fez um arroz de coco de chorar por mais!
No segundo dia nas chocas, e prontos a regressar a ilha, o careca resolveu fazer mais uma das suas tão conhecidas partidas.. não pegava!
Carregámos as baterias e continuava a não mostrar muita vontade de se ir embora… acabámos por ficar mais uma noite nas chocas e esperar que o mestre viesse no dia seguinte. Assim foi!
Shaka foi com o careca (agora tinha pegado de empurrão) e com o mecânico a uma cidade perto onde havia todo o material necessário para a cirurgia. Voltou passadas 3h com o Careca, digamos que meio arranjado!
Tivemos assim de passar mais um dia nas chocas. Mzuli pediu a bicicleta do segurança emprestada e foi à vila comprar uns mantimentos enquanto que o Shaka ficou a descansar após o dia atribulado com o cirurgião do Careca.
Foram 2 dias com uma praia espectacular, com excelentes mergulhos e snorkeling nas águas do Indico, e muita farra entre os residentes da casa.
Acordar… comprar peixe na praia… cozinhar na brasa… o que podemos pedir mais!

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domingo, fevereiro 18, 2007

Ilha de Moçambique

A viagem de Nampula não foi uma viagem agradável, a chuva dificultava a visibilidade da estrada e o Careca não tinha todas as luzes a funcionar.. pormenores!

Chegámos a ilha já passava das 23h, atravessámos a ponte e procurámos a casa de Gabrielle. Chagando a casa tudo se modificou, após 5 dias de viagem do Malawi até Cuamba e o mítico comboio de cuamba para Nampula, estávamos numa casa espectacular com uma arquitectura bastante inovadora, acompanhados por uma família simpática, Gabrielle de origem italiana, Eduarda, sua esposa e Moçambicana, e Giovanni e Zaza, os filhos.

A Ilha é um local único e inesquecível. Cheia de edifícios do tempo colonial, infelizmente a maioria num péssimo estado de conservação, e um ambiente seguro e amigável.

Aqui passámos 7 dias da nossa viagem, interrompidos por 2 dias numa praia perto.

Assim que chegámos a ilha, procurámos pelo Harry Potter (a conselho dos manos velhos), mais uma vez as referências dadas foram as melhores, e o Genito (Nome oficial J) acompanhou-nos durante todo o tempo.

Na rua, todos nos conheciam e cumprimentavam, o que obviamente criava em nós um sentimento de conforto. Estávamos em Casa!!

Uma das muitas histórias a recordar destes dias na ilha foi a inscrição do David na escola. O David e um rapaz da ilha que não estava inscrito para o próximo ano lectivo na escola da ilha, dai termos ido a escola inscrevê-lo. Ficou prometido muita atenção nas aulas e boas notas, principalmente um esforço suplementar a ciências sociais, disciplina que o David reprovou no ano anterior.

Na Ilha, a casa de Gabrielle fica situada em frente de uma mesquita. Tivemos sempre a companhia do chamamento da mesquita com umas frases que não traduzimos aqui, não por qualquer razão religiosa ou por incluírem palavras feias, mas sim pela nossa ignorância em relação ao seu conteúdo.

Nas recordações ficam milhares de momentos únicos e histórias passadas aqui, algumas transmissíveis outras nem por isso, entre elas, a vivacidade do Geovanni, a viagem de barco a ilha de Goa, as negociações com a mafia local, o jogo do Benfica (que assistimos acompanhados por mais de 100 pessoas e que em cada passe ou finta mostravam o seu entusiasmo), o jogos da bola com os miúdos da ilha, as caminhadas… bom.. tanta coisa…!

A ilha merece um regresso.. ou ate mais!

Ahhhh… quase nos esquecíamos de contar a visita ao hospital da ilha… bom.. ficar doente na ilha is not good for business!! E mais não dizemos!

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